Resolvendo Problemas
Quando vi esse tópico nos estudos da interdisciplina parei para refletir sobre como se desenvolve isso na Educação Infantil (como esse é o grupo que faço parte para os estudos de matemática no semestre). Organizei uns materiais que já tinha e entre eles havia um xerox de uma Revista do Professor (POA, edição de abril/junho de 1999), que levantava tal questão em conjunto com alguns questionamentos:
"- É importante oportunizar o desenvolvimento da habilidade de resolução de problemas na educação infantil?
- O que é, para uma criança da educação infantil, resolver um problema?
- Será que, mesmo antes de ser leitora, uma criança já é capaz de resolver problemas nas aulas de matemática?
- Que tipo de experiência com resolução de problemas as crianças deveriam ter?"
Partindo disso, algumas afirmativas me chamaram atenção:
"Obstáculos podem ser superados desde cedo em relação à matemática...
Um dos maiores motivos para o estudo da matemática na escola é de desenvolver a habilidade de resolver problemas, importante não apenas para a apendizagem matemática da criança, mas também para desenvolver suas potencialidades em termos de inteligência e cognição. Por isso, acreditamos que a resolução de problemas deva estar presente no ensino de matemática, em todas as séries escolares, não só pela sua importância comprovada no ensino nos últimos anos, mas, especialmente, por possibilitar ao aluno a alegria de vencer obstáculos criados por sua própria curiosidade, vivenciando o que significa fazer matemática. Há algumas crenças que precisam ser revistas:
1) Para resolver problemas adequadamente a criança precisa ter conceitos numéricos;
2) Para resolver problemas é preciso que as crianças sejam leitoras;
3) Para resolver problemas, as crianças precisam antes ter algum conhecimento sobre operações e sinais matemáticos.
Sob esse enfoque, resolver problemas na educação infantil é um espaço para comunicar idéias, para fazer colocações, investigar relações, adquirir confiança em suas capacidades de aprendizagem, é um momento para desenvolver noções, procedimentos e atitudes frente ao conhecimento matemático. Uma abordagem através da resolução de problemas auxilia os alunos a dar sentido aos conceitos, habilidades e relações que são essenciais no currículo de matemática.A noção de problema comporta a idéia de novidade, de algo nunca feito, de algo ainda não compreendido."
E, com tudo isso, não podia deixar de repensar as situações cotidianas envolvendo problemas na educação infantil, assim como criar algo especial, de acordo com o pedido dessa atividade na interdisciplina. Primeiro trago um link especial, nem todos os jogos contidos ali trazem esse mesmo enfoque ou são aplicáveis na educação infantil, mesmo assim achei bem interessante, o endereço é:
http://www.eb1-feira-n3.rcts.pt/matemat.htm
Por fim, aí estão minhas sugestões (como nas atividades anteriores já havia explicado minha falta de habilidade em criações computadorizadas elas estão descritas mesmo):
1) Lembrando as situações cotidianas: professores da educação infantil sabem como o dia-a-dia e a própria rotina podem colaborar como momentos de muitas oportunidades com qualquer trabalho, envolvendo sempre as vivências das crianças. Para a elaboração, formulação e resolução de problemas podemos dentro de qualquer contexto: realizar votações, arrumação da classe, controle de empréstimo de livros, distribuição de materiais, limitação de pessoas por grupos, planejamento de um trabalho ou festa, questionamentos de problemáticas na rodinha (junto com os devidos registros, também essas podem envolver questões numéricas ou não, pensando em reflexões, soluções de conflitos, raciocínio lógico), etc. São inúmeras possibilidades e me fazem perceber mais uma vez a questão principal: O quanto a matemática está presente nas nossas vidas.
2) Jogo de compra:
Materiais: palitos de picolé, dado com as quantidades, moedas confeccionadas em cartolina.
Procedimentos: Os palitos estão no meio da rodinha. Cada criança receberá uma quantidade x de moedas para serem trocadas por palitos. Cada criança joga o dado que indicará quantas moedas deverão ser trocadas por um determinado número de palitos. O professor e as crianças podem combinar o valor, em moedas, de cada palito, para ser efetuada a compra. Relatório: utilizando os palitos que foram comprados, as crianças criarão um desenho. Caso sejam poucos os palitos, poderão utilizar caneta hidrocor para desenhá-los e realizar o relatório. Quantos palitos comprou? Quantas moedas usou?
3) Jogo de troca:
Materiais: Tabuleiro com as quantidades 1 a 6 na cor azul; tabuleiro com as quantidades 1a 6 na cor amarela; tabuleiro com as quantidades 1 a 6 na cor vermelha; fichas com as quantidades de acordo com o tabuleiro.
Procedimentos: O grupo está em rodinha, dividido em equipes, cada equipe ganhará um tabuleiro de uma das cores, como na figura:
No centro da roda estarão as fichas viradas, com as quantidades correspondentes às cores do tabuleiro e ao numeral da quantidade. Cada equipe poderá virar uma ficha, respeitando a sua vez, e, se esta for da cor do seu tabuleiro e correspondente à quantidade, deverá ser comprada e colocada sobre seu tabuleiro. Caso a equipe virar a palavra TROCA, o grupo deverá trocar todo seu tabuleiro com à equipe correspondente à cor mostrada na fichinha. Ganha a equipe que preencher primeiro o seu tabuleiro. Ointeressante é que a equipe que estiver à frente não será necessariamente a que irá vencer.
4) Lince:
Material: Tabuleiro redondo com diversas gravuras coladas misturadas; caixa ou saquinho com as mesmas gravuras.
Procedimento: Cada aluno, na sua vez de jogar, retira uma gravura da caixinha e deve encontrá-la o mais rápido no tabuleiro. Para finalizar a atividade poderá ser proposto um relatório, onde as crianças desenharão aquilo que encontraram, contando a quantidade e fazendo comparações com o dos colegas.
Comments (0)
You don't have permission to comment on this page.