Como Eu e Meus Alunos Percebemos o Mundo e o Representamos.
Nesse novo enfoque sobre espaço e forma, percebo abordagens que nem eu mesma havia me dado conta sobre a percepção de mundo. Talvez por isso sempre tenha tido dificuldades em lidar com cálculos geométricos e de fato as tenha até hoje, por não conseguir estabelecer esse tipo de relação natural entre quaisquer elementos.
Posso notar que meus alunos atualmente têm uma percepção muito mais ampla do mundo em que vivem, fazendo comparações e representações de forma muito rica na maioria das situações, estou acordando para aproveitar esses momentos para a matemática. E agora, devo aprender junto com eles que a geometria plana, os mapas, não deixam de ser formas de representar coisas do nosso dia-a-dia que estão sempre em movimento, entender esse processo de movimentação, da ocupação de espaço, aprender a contruir essas relações tranqüilamente de forma estática, entendendo todo o processo mais amplo que o compõe é um conjunto de raciocínio a ser adquirido que contribui diretamente com o desenvolvimento de habilidades e capacidades para lidarmos com essa área.
Sinto, por mim mesma, o quanto essa apropriação é importante para questões matemáticas mais amplas pois tudo começa nas simples percepções cotidianas (só nos cabe ativar o "lado matemático" dessas percepções) se transformando com todo cuidado em conceitos, como no caso das simples comparações estabelecendo as primeiras relações de unidades de medida que as crianças pequenas constituem.
Com esse despertar me sinto pronta a trabalhar com meus alunos para desafiá-los a construir esse tipo de conhecimento e raciocínio lógico com bases sólidas, alcançando uma total compreensão de suas representações.
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